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5 perguntas frequentes sobre os exercícios de fortalecimento do core

Já ouviu falar sobre o Core? Quem pratica corrida, sabe que o fortalecimento dos músculos é essencial para um bom desempenho e para evitar lesões, mas muitos ainda não sabem a importância do fortalecimento do core do corredor.

O core é formado pela musculatura que circunda nosso centro de gravidade (a região próxima ao umbigo). Ter um core forte e estável melhora a eficiência neuromuscular do movimento da corrida, posicionando o corpo de forma mais eficiente no aspecto biomecânico e equilibrando as musculaturas do complexo lombo-pélvico de toda a cadeia cinética.

Fortalecer o core é realmente essencial pois esta região realiza a estabilização de grande parte dos movimentos do corpo. Para que você possa correr com mais segurança, listamos as maiores dúvidas sobre exercícios do core do corredor. Confira:

 

1. Quais tipos de exercícios são indicados?

Os exercícios são divididos em trabalhos de base que envolvem o estímulo dos músculos deste complexo, como os multifídios, que são estabilizadores segmentares; o transverso do abdômen, tão falado nos tempos atuais, que tem uma ação estabilizadora se ativada antes do movimento; os músculos do assoalho pélvico, que produzem a pressão intra-abdominal; e o diafragma, que na sua função respiratória, auxilia no controle neuromuscular. Nesta fase, são realizados exercícios muito específicos de estímulo dessas musculaturas como a ponte, a prancha e a contração isométrica do músculo profundo do abdômen, podendo ser utilizados equipamentos como o stabilizer (foto abaixo).

Stabilizer para fortalecimento do core do corredor

Numa segunda fase, há a preparação específica, com exercícios mais intensos que exigem mais de todo este complexo. São realizados exercícios funcionais para que o estímulo dos mesmos músculos continue, mas associando com movimentos e exercícios de dissociação de tronco, membros inferiores e superiores.
A terceira fase já é a competitiva, que envolve treinos pliométricos, giros e movimentos específicos do esporte de origem.

2. Quantas vezes por semana os exercícios do core devem ser realizados?

A frequência nas fases de base e preparação específica pode variar de 2 a 3 vezes por semana e a fase competitiva, de 1 a 2 vezes por semana.

3. Um iniciante pode fazer esse trabalho?

O iniciante é o perfil mais importante para realizar o trabalho de base, pois preparando a musculatura do core, ele poderá melhorar a sua biomecânica e prevenir lesões.

4. Como esse fortalecimento do core do corredor ajuda na hora da corrida?

Com uma biomecânica mais adequada à corrida, todo o movimento se torna econômico, poupando, assim, as articulações, tendões e ligamentos e tornando a musculatura mais tolerante ao esforço.

5. Existe algum cuidado que o corredor deve ter?

São importantes alguns sinais de alerta. Num processo de pós-lesão, na fase de reabilitação:

  • Co-contração apropriada dos estabilizadores profundos;
  • Redução da hiperatividade dos músculos globais;
  • Recuperação da sinergia entre os músculos locais e globais;
  • Integração a atividades esportivas;

Também é importante lembrar-se de que:

  • Exercícios excessivamente avançados podem ser prejudiciais.
  • Treinamento abdominal sem estabilização pélvica aumenta a pressão intradiscal.
  • É importante ter o posicionamento correto de acordo com o exercício a ser feito.
Por | 2018-04-12T18:54:53+00:00 12/04/2018|Categories: Blog|Tags: , , , , |0 Comments

Sobre o autor:

Maurício Garcia
Maurício Garcia é fisioterapeuta e gestor do Instituto Cohen

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