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//Dor na parte de trás da patela pode ser Condromalácea Patelar!

Dor na parte de trás da patela pode ser Condromalácea Patelar!

A condromalácea patelar é uma doença degenerativa da cartilagem articular da superfície de trás da patela. A doença produz dor e desconforto ao redor ou atrás da patela. É comum em jovens adultos, especialmente em jogadores de tênis, futebol e corredores e tem sido muito comum nas mulheres corredoras.

Muitas vezes, o sintoma é diagnosticado como degeneração da cartilagem da patela, nomeada como condromalácea. Não são raros os casos em que o problema é negligenciado. O ideal é realizar uma avaliação funcional do joelho. Essa avaliação irá identificar a instabilidade da articulação femoropatelar.

Essa avaliação busca entender como o joelho funciona para cada pessoa. Existem alterações anatômicas ou mesmo de ativação de alguns músculos importantes? Essas alterações podem causar instabilidade da patela durante a corrida, causar dores após a prática e até mesmo diminuir a performance antes mesmo da instalação de uma condromalácea.

Sintomas da condromalácea patelar

Os principais sintomas são:

  • dor na região anterior do joelho ao subir e descer escadas,
  • dor ao permanecer  sentado por tempo prolongado e levantar (Sinal de Cinema),
  • dor ao correr principalmente em terrenos íngremes,
  • ao agachar-se; estalidos na região da patela ao flexionar e estender o joelho;
  • edema que são decorrentes pelo excesso de líquido na articulação.

Causas

Antes de tudo, é importante entender as causas da condromalácea. Elas estão relacionadas ao mau alinhamento da patela. Esse mau alinhamento pode ocasionar:

  • O desgaste e desequilíbrio muscular – quadríceps VMOxVL,
  • Encurtamento muscular – região posterior da coxa,
  • Alterações anatômicas, tanto do fêmur quanto da patela – patela alta,
  • Pronação do pé,
  • Tróclea rasa,
  • Rotação interna do fêmur, etc.

Existem também  os microtraumatismos de repetição, comuns em esportes de impactos e o uso inadequado de aparelho de ginástica, como step, leg press e miniagachamento que acabam sobrecarregando a articulação femoropatelar.

Tratamento

O tratamento inicial deve ser baseado nas causas da lesão. Após diagnosticada a causa, iniciamos o tratamento fisioterápico. Neste, o objetivo é diminuir o quadro álgico e anti-inflamatório, além do ganho de flexibilidade e reequilíbrio muscular, enfatizando VMO para equilibrar as forças atuantes sobre a patela. É importante durante o fortalecimento muscular avaliar o limite de extensão e flexão de joelho. Isso para não piorar o estado da cartilagem na patela. Durante o tratamento, precisamos tomar algumas precauções, como, por exemplo: 

  • Evitar exercícios e esportes de impacto;
  • Evitar subir e descer escadas;
  • Colocar gelo após os exercícios e permanecer longo período sentado ou com a perna cruzada.

Se não houver melhora do quadro após o tratamento conservador, é necessário o tratamento cirúrgico. A cirurgia ocorre através da artroscopia para restabelecer a biomecânica da articulação. Hoje, existem medicamentos condroprotetores para prevenir ou regredir a lesão na patela.

Por isso, o acompanhamento médico é importante!

Por | 2019-03-01T19:09:55+00:00 02/08/2018|Categories: Blog|Tags: , , , , , , |0 Comments

Sobre o autor:

Maurício Garcia
Maurício Garcia é fisioterapeuta e gestor do Instituto Cohen

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