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Atletismo: como, quando e por que começar?

Desde os Jogos Olímpicos de 1952, em Helsinque, na Finlândia, o atletismo passou a ser um dos esportes que mais dão orgulho para os brasileiros. A primeira medalha de ouro de Adhemar Ferreira da Silva, na modalidade do Salto Triplo, abriu caminhos para outros grandes atletas que foram medalhistas e muito premiados, entre eles: João do Pulo, na mesma modalidade, Robson Caetano, Claudinei Quirino e Vanderlei Cordeiro de Lima em corridas e maratonas. Temos também Maurren Maggi, no salto em distância, e Fabiana Murer, no salto com vara. Essas vitórias incentivaram amadores a ingressarem no esporte e, hoje, a prática é muito comum no país.

Qual a melhor idade para ingressar no atletismo?

De acordo com a especialista em medicina do esporte do Instituto Cohen, Dra. Karina Hatano, qualquer pessoa pode adotar o atletismo como atividade física, inclusive crianças. “Geralmente, começa-se desde muito cedo, na infância ou na adolescência. Nessa fase da vida, as modalidades do atletismo têm um papel fundamental que é o de ensinar a correr, a ter coordenação motora, a ter equilíbrio, isso é bacana até para ajudar na prática de outros esportes”, explica.

Para adultos, os benefícios de se aderir ao atletismo estão na melhora do condicionamento físico e no aumento da qualidade de vida. “Entre as vantagens, estão o ganho de velocidade ao longo de um treinamento e isso significa melhorar o consumo de oxigênio, ganhar condições aeróbicas, ter mais fôlego e mais resistência física para a vida. O salto, por outro lado, faz com que o praticante ganhe agilidade e flexibilidade nas pernas. Outra vantagem é a inclusão social. As modalidades do atletismo são relativamente baratas e necessitam apenas de um calçado adequado para serem realizadas”, informa Hatano. Além disso, segundo a médica, o esporte é uma forma fácil de combater a obesidade e as doenças relacionadas ao sedentarismo.

Para quem está na terceira idade, a prática também está permitida, mas com ressalvas. “Em idosos, o atletismo também auxilia na retomada da coordenação motora, no fortalecimento das pernas e no ganho da velocidade, fatores que se perdem naturalmente por conta da idade. Mas é claro que não será feito com a mesma intensidade”, alerta.

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Contraindicações

Como em toda atividade esportiva, as contraindicações existem para assegurar a integridade física de pessoas mais vulneráveis. O atletismo engloba modalidades de alto rendimento, por isso, é preciso cuidado. “Pessoas com cardiopatias não podem praticar qualquer atividade física de alta intensidade, somente com liberação do médico responsável. Quem fraturou a perna ou tem alguma dor deve evitar o atletismo nos primeiros três meses após a lesão. É preciso que, antes, esse paciente passe por um processo de reabilitação para preparar a musculatura, a flexibilidade e a força corporal”, aponta a especialista.

A própria intensidade da prática pode provocar algumas lesões. “Entorse de tornozelo e fraturas nos dedos dos pés são muito comuns devido ao impacto da pisada no solo, principalmente se não houver uma pista adequada. No caso de lançamento de disco ou de dardo, lesões no ombro, como tendinites, acontecem por conta da grande quantidade de arremessos durante um treino. No salto em barreira e nas corridas curtas de 100 metros, há aumento das chances de ter lesões dos músculos posteriores da coxa, principalmente se o atleta não estiver aquecido, cansado ou se o dia estiver frio”. Hatano salienta que é muito importante que o atleta faça uma preparação muscular para não sobrecarregar o joelho, desgastar a cartilagem e alguns ligamentos.

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Atenção ao acompanhamento médico!

Para acompanhar todo esse processo e garantir a saúde integral do atleta, seja ele amador ou profissional, é imprescindível a participação do médico do esporte. Além desse profissional possuir o conhecimento geral de aspectos da saúde, ele tem a base necessária para indicar a melhor forma de treinamento e o melhor tipo de exercício. “O acompanhamento do médico do esporte é fundamental. Ele é o clínico geral do exercício e do esporte e tem visão de entender esse paciente como um todo. Não olhamos apenas para as lesões do joelho ou para a melhora da performance do atleta. Procuramos entender um quadro de gripe. Por exemplo, avaliamos se ela não aconteceu por uma queda de imunidade pós-competição. Cuidamos também de dores no peito, desidratação, alimentação, estratégias para o atleta voltar mais rápido e melhor de um trauma com segurança, além de indicar sempre a prevenção de lesões. Nosso objetivo é garantir que o atleta dê 100% de si mesmo”, finaliza Karina Hatano.

Entenda mais sobre a medicina do esporte, assistindo o vídeo a seguir:

Por | 2019-03-01T18:29:05+00:00 09/10/2018|Categories: Blog|Tags: , , , , , |0 Comments

Sobre o autor:

Karina Hatano
Dra. Karina Hatano é mestra em Medicina do Esporte no Instituto Cohen

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