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Pé e tornozelo 2018-02-20T20:11:56+00:00
Pé e Tornozelo

Frequentemente quando o paciente procura um especialista de tornozelo e pé, as queixas estão associadas às deformidades, as desordens no suporte de carga corporal durante a marcha ou ortostase e a dor.

Quando há deformidades adquiridas ou congênitas, são agravadas pela fadiga, idade, traumas, pressão inadequada dos calçados ou tentativas frustradas de tratamento.

Como em outras afecções ortopédicas, a busca por um diagnóstico preciso deve ser criteriosa. Uma boa história, principalmente se correlacionada com o aparecimento de sintomas no uso de calçado e atividades ocupacionais e recreacionais, são importantes para detecção da queixa principal e, consequentemente, de um diagnóstico. Na inspeção, comumente há uma dificuldade na interpretação do local da queixa.  A correta terminologia descreve a anatomia dos achados e a avaliação dependerá destas informações para realizar o prognóstico satisfatório e o tratamento adequado. Essas denominações dão origem aos termos utilizados para identificar o posicionamento de estruturas, bem como as direções de movimentação nos planos anatômicos. O plano sagital é aquele que divide o pé em duas metades: uma medial e outra lateral. O plano frontal divide o pé em duas porções, anterior e posterior, e o plano transverso divide o pé em porções superior e inferior.

No plano sagital ocorrem os movimentos que conhecemos como dorsiflexão, corretamente nominados por flexão do tornozelo, e flexão plantar, corretamente descrita como extensão do tornozelo. Já a inversão e eversão ocorrem no plano frontal, e a adução e abdução ocorrem no plano transverso.

Os termos supinação e pronação do pé referem-se aos movimentos que envolvem os três planos, ou seja, a supinação consiste na combinação de adução, inversão e flexão, enquanto a pronação é a combinação entre a abdução, eversão e extensão do pé.

exame físico deve buscar alterações em todos os segmentos corporais, especialmente na coluna vertebral, onde sinais como escoliose, alterações musculares, etc., podem esclarecer possíveis quadros sistêmicos. O exame deve ser dividido em duas vertentes. A primeira é com o pé sem carga, pois com o membro relaxado, o pé normal assume um discreto eqüinismo e ligeira inversão, e aí sempre devemos comparar com o membro contralateral. Já com o pé com carga, deve-se analisar na posição estática. Ela fornece dados acerca de angulação da coxa com relação à perna (valgismo ou varismo do joelho), defeitos torcionais dos quadris (exagero ou redução do ângulo de anteroversão dos colos femorais), arqueamento das pernas, como tíbias varas, posição relativa dos maléolos medial e lateral, graus de valgismo e varismo do retropé e as relações do retropé com o médio e o antepé. No exame do pé com carga, de forma dinâmica devemos analisar a marcha do paciente, observando o modo com que o calcâneo toca o solo, as reações do médio e antepé quando o passo se desenvolve e a relação dos dedos com o solo durante os últimos estágios do passo. Para maiores informações sobre a marcha, procure em nosso site sobre análise da marcha.

Todos os dados coletados durante a avaliação do pé e tornozelo devem ser comparados aos valores populacionais normais. Via de regra, indica-se o tratamento adequado sempre que estes valores estejam fora da faixa de desvio-padrão da normalidade da população, tanto para mais quanto para menos.

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